Ocupa Brasília reuniu 200 mil pessoas em Brasília e polícia reprime movimento

Ocupa Brasília reuniu 200 mil pessoas em Brasília e polícia reprime movimento

Mais uma vez a polícia age com truculência e despreparo contra manifestantes que protestavam pacificamente em Brasília. Na quarta-feira (24), durante os atos do movimento Ocupa Brasília que pede Fora Temer, luta contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e também exige a realização de eleições Diretas Já, um efetivo com cerca de 1,4 mil policiais militares e 100 agentes da Polícia Civil usou de violência descabida para impedir o andamento da marcha que ia em direção ao Congresso Nacional.

O ato desta quarta-feira foi organizado pelas centrais sindicais, movimentos sociais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que estimam que cerca de 800 ônibus com trabalhadores e trabalhadoras de todas as partes do Brasil se reuniram para a marcha. O número de manifestantes estimado pelos organizadores é de 200 mil pessoas, a maior marcha que a capital federal já presenciou. As centrais sindicais anunciaram, durante o ato, uma nova greve geral ainda maior que a do dia 28 de abril contra Temer e para barrar as reformas em curso. Em nota, a CUT afirmou que o Ocupa Brasília foi um dos maiores atos da história do Brasil. “O eixo monumental de Brasília foi tomado por 200 mil manifestantes que protestaram de forma pacífica contra as reformas trabalhista e da Previdência exigindo a retirada imediata das propostas do Congresso, recusaram o ‘golpe dentro do golpe’ com eleição indireta de presidente, defenderam que a palavra tem que ser dada ao povo soberano em eleições diretas já!”, expressa a nota da CUT

A repressão da PM começou no gramado próximo ao Congresso, com a polícia usando muitas bombas de efeito moral e também a sua cavalaria. Cerca de 50 pessoas ficaram feridas e 7 detidas. Na tarde desta quinta-feira (25), as deputadas federais Maria do Rosário (PT-RS), Luiza Erundina (PSOL-SP) e o deputado federal Paulão (PT-AL) entregaram ao coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Niki Fabiancic, documento que relata violações de direitos humanos ocorridas no governo Temer.

A carta-denúncia centra-se nas repressões ocorridas no ato em Brasília, no Decreto que autoriza o uso das Forças Armadas e na chacina do Sul do Pará, ocorridas ontem (23). O texto assinado por parlamentares, artistas, entidades e sociedade civil pede que a ONU envie observadores internacionais para averiguação dos fatos.

FRENTE BRASIL POPULAR REPUDIA AÇÃO DA PM

A Frente Brasil Popular, uma das entidades que convocaram o ato Ocupa Brasília, repudiou em nota o uso de repressão policial e das Forças Armadas que agrediu milhares de brasileiros e brasileiras dentre os 200 mil que participaram da Marcha da classe Trabalhadora, organizada com unidade de todas as centrais sindicais e com a participação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. “O uso das Forças Armadas, de bombas de gás lacrimogêneo e bala de borracha demonstra a atual fraqueza do governo de Michel Temer e seus aliados, ainda mais instável após as inúmeras denúncias de corrupção que envolvem o próprio presidente”, diz o documento divulgada pela Frente

TEMER CONVOCA EXÉRCITO

Para confirmar de vez a sua veia antidemocrática, o ilegítimo Michel Temer baixou a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) que autoriza o Exército a patrulhar as ruas do Distrito Federal até o dia 31, quando deve ser a votação da Reforma Trabalhista. É a volta literal dos tempos sombrios da ditadura.

MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL

Nem mesmo a chuva desanimou os cerca de 15 mil manifestantes que saíram às ruas do Centro de Salvador para protestar contra o governo golpista. A multidão estava disposta a engrossar o coro do Fora Temer, e pedir eleições Diretas Já. A caminhada aconteceu pela tarde, e começou no Campo Grande seguindo até a Praça Municipal.

Com muita descontração, trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e militantes entoavam gritos de ordem também contra as Reformas Trabalhista e da Previdência. O prefeito ACM Neto também foi alvo de crítica dos manifestantes por causa de seu apoio incondicional a Temer.

No Rio de Janeiro, os manifestantes também sofreram com a truculência da polícia. A Assembleia Legislativa do estado aprovou o aumento na contribuição previdenciária dos servidores ativos e inativos de 11% para 14%. Pela tarde, durante a votação, o confronto começou com agentes da PM e Força Nacional atirando bombas de efeito moral contra os manifestantes.

Também foram registrados atos em Belém, Belo Horizonte e Florianópolis.

Galeria

Fotos: Mídia Ninja

 

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