Vigilantes comemoram resultado da greve

Vigilantes comemoram resultado da greve

Depois de 15 de uma greve que entrou para a história da categoria, os vigilantes conseguiram com que os patrões aceitassem boa parte da pauta de reivindicações proposta pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Seguranças e Vigilantes do Estado da Bahia (SindVigilantes).  Escolas, bancos, agências do INSS e várias outras instituições tiveram o seu funcionamento afetado por conta da paralisação. A intransigência patronal exigiu 12 longas rodadas de negociação para que se chegasse ao acordo. A categoria conseguiu um reajuste de 6%, redução de 5% no desconto do ticket refeição, manutenção da jornada 12/36, pagamento dos dias parados, reconhecimento da legalidade e legitimidade da greve, entre outras vitórias

Para o presidente do Sindivigilantes, José Boaventura, a paralisação foi marcante pelas conquistas alcançadas mesmo com atual conjuntura desfavorável: “Fizemos outras greves longas, mas essa foi especial. Estamos num cenário adverso onde enfrentamos muitas demissões, uma grave crise econômica e politica, além das reformas que atacam os direitos do trabalhador”, afirma. Boaventura ainda ressalta a importância do apoio da população ao movimento: “Conseguimos a aprovação de todas as classes. Lembro de num mesmo dia receber apoio de uma pessoa em situação de rua e de um morador do Corredor da Vitória, que diziam a mesma frase sobre a proposta patronal: “1% é muita sacanagem”. O apoio da opinião pública foi fundamental para sairmos vitoriosos”.

A luta continua

Melhorias foram alcançadas, mas ainda há muito o que lutar para que a categoria alcance a dignidade merecida. Como as empresas do setor prestam serviços terceirizados, as condições de trabalho tendem a ser degradantes, além de salários defasados e equidade bem aquém do esperado: “Os patrões não tem compromisso com ninguém, apenas com o lucro. A insensibilidade do setor é muito grande”, denuncia Boaventura.

As propostas de cota de 30% das vagas para mulheres e o piso salarial de R$ 1500,00 não foram atendidas, mas vão seguir na pauta do sindicato para as próximas reivindicações. O sindicato diz que o próprio patronato considera interessante a adição de mulheres, mas alegam que os contratantes exigem homens para fazer a segurança e por conta disso somente 6% de mulheres compõem o efetivo. “É questão de preconceito mesmo”, afirma Boaventura, que cobra uma lei que obrigue as empresas a contratar mulheres: “No Amapá começamos exigindo um efetivo de 10% e hoje a participação feminina por lá chega a 40%”.

O piso da categoria hoje é de R$ 1002,00, mais periculosidade com adicional de 30% no valor do salário. Segundo o líder sindical mais de 90% da categoria ganha o piso. “No cenário atual ficou difícil negociar, mas inda vamos lutar para melhorias”, finaliza.

e-max.it: your social media marketing partner