Na Bahia, empresas petroquímicas do Polo de Camaçari recorrem à Justiça para impedir mobilização da categoria e ameaçar com o uso da força policial contra diretores do Sindiquímica

Na Bahia, empresas petroquímicas do Polo de Camaçari recorrem à Justiça para impedir mobilização da categoria e ameaçar com o uso da força policial contra diretores do Sindiquímica

O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico da Bahia (Sindiquímica) denuncia as empresas petroquímicas do Polo Petroquímico de Camaçari por ter acionado a Justiça para coibir a atuação dos dirigentes sindicais na mobilização programada para amanhã (10) contra a reforma trabalhista. O habeas corpus foi expedido na tarde de hoje (09) pela Justiça de Camaçari, autorizando o uso da força policial contra os diretores do sindicato que circulem pelas vias de acesso a Camaçari.

O Sindiquímica repudia a ação das empresas, que por meio do Sinpeq (sindicato patronal) e seus advogados, procuraram a Justiça para coibir a atuação dos dirigentes sindicais e impedir a manifestação democrática dos trabalhadores do Polo. Esse ato arbitrário do Sinpeq, que agora se coloca como defensor de direitos de deslocamento dos trabalhadores petroquímicos, é uma inversão dos fatos, pois na pratica a intenção é impedir a atividade sindical e inibir a participação dos trabalhadores nas manifestações, inclusive a desta sexta-feira.

O verdadeiro e legitimo representante dos petroquímicos é o Sindiquímica que há mais de 50 anos luta em defesa dos interesses dos trabalhadores e não contra eles.

A ação patronal merece o repúdio dos trabalhadores e de toda sociedade. Sob o ardil argumento de garantir o direito de ir e vir foi deferida uma liminar favorável às empresas que afronta o direito coletivo de greve e a liberdade e organização sindical.  O Sindiquímica sempre respeitou e respeitará as decisões judiciais.

Ao mesmo tempo, o Sindiquímica não abrirá mão dos instrumentos legais a sua disposição para o convencimento dos trabalhadores a aderir às mobilizações programas pelas centrais sindicais e seus sindicatos. O Sindiquímica não se intimidará com a ação patronal e conclama os trabalhadores a que participem de forma democrática e espontânea nas atividades do Dia Nacional de Lutas previstas para amanhã. Os trabalhadores devem se mobilizar para preservar os direitos ameaçados pela reforma trabalhista e pelos empresários.

 

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