Petroquímicos baianos iniciaram paralisações na madrugada desta sexta-feira no Polo de Camaçari

Petroquímicos baianos iniciaram paralisações na madrugada desta sexta-feira no Polo de Camaçari

Na Bahia, os trabalhadores petroquímicos do Polo de Camaçari aderiram ao Dia Nacional de Luta convocado pelas centrais sindicais e Frente Brasil Popular para esta sexta-feira (10). Os funcionários do turno da noite paralisaram as atividades, a partir de zero hora, e se concentraram na Estação de Transbordo do Pool I e da Braskem, no Polo, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Pela manhã, o Sindiquímica, entidade que representa os petroquímicos, voltou a paralisar as atividades dos funcionários, a partir das 6h. A concentração continua no Pool I.

Também em Camaçari, outra base do Sindiquímica, os trabalhadores de empresas do setor plástico como Tecsis, Fortlev, por citar algumas, também paralisaram as atividades até o fim da manhã.

Petroquímicas tentam coibir movimento

Durante a mobilização, o sindicato denunciou às empresas petroquímicas que recorreram à Justiça de Camaçari para coibir a participação da categoria no movimento desta sexta-feira e perseguir os diretores do sindicato. Por meio do Sinpeq (sindicato patronal) e dos seus advogados, os empresários conseguiram da Justiça habeas corpus e interdito proibitório que proíbe a circulação dos diretores do Sindiquímica nas vias de acesso às fábricas do Polo, liberando, inclusive, o uso da força policial contra eles.

As empresas do Polo usaram o argumento em uma das liminares de estar impedindo a atuação dos dirigentes sindicais em nome dos trabalhadores, porém o legitimo representante da categoria é o Sindiquímica e não o patronato. Ao recorrer à Justiça para impedir a participação dos trabalhadores nas manifestações contra a reforma sindical, os empresários ferem princípios básicos de livre organização sindical e manifestação democrática.

Caminhada pelas ruas do centro de Salvador

No final da manhã, os diretores do Sindiquímica participaram da caminhada que saiu do Campo Grande em diureção ao prédio do INSS, no Comércio. Foram mais de 5 mil pessoas, segundo os organizadores, que desfilaram pelas ruas do centro da cidade. Muitas pessoas carregavam faixas e bandeiras com frases contra as reformas promovidas pelo governo golpista. O movimento foi nacional e muitos outros estados também tiveram mobilizações e paralisações.

Veja repercussão na mídia sobre as mobilizações

http://www.atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1910764-liminar-autoriza-uso-de-forca-policial-contra-o-sindiquimica

https://g1.globo.com/bahia/noticia/justica-autoriza-uso-de-forca-policial-contra-sindicato-sindiquimica-diz-que-faz-mobilizacao-pacifica.ghtml

http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1910900-centrais-sindicais-realizam-atos-em-salvador-e-no-interior-da-bahia

http://cnq.org.br/noticias/dia-de-luta-petroquimicos-baianos-iniciaram-paralisacoes-na-madrugada-desta-sext-992a/

http://cut-ba.org.br/destaques/2789/trabalhadores-petroquimicos-ja-estao-em-mobilizacao-do-dia-nacional-de-mobilizacao

 

 

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