Bahiagás: sem avanços na campanha salarial

Bahiagás: sem avanços na campanha salarial

Mesmo em um cenário adverso e de ataques aos direitos dos trabalhadores, o Sindiquímica garantiu a renovação das Convenções Coletivas em todas suas bases. Em contrapartida, a Bahiagás quer impor aos trabalhadores a retirada de direitos se espelhando na reforma trabalhista do golpista Temer (MDB). A categoria já rejeitou a proposta e não vai assinar o Acordo Coletivo sob essas condições.

O impasse criado pela Bahiagás ameaça o andamento das próximas negociações, caso não haja mudança de postura da empresa. Continua batendo na mesma tecla sem apresentar avanços. Foi nesse clima que aconteceu a rodada de negociação, na terça-feira (24). A Bahiagás mantém o entendimento de retirar o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), oferece só 1,56% de reajuste salarial e não responde às demais reivindicações encaminhadas pelos trabalhadores.

Nas assembleias, os empregados já se manifestaram contrários a essa proposta e exigem que seja discutido o texto global do Acordo Coletivo. Para isso precisa resolver o impasse criado com a proposta de retirada do ATS, que é o único critério objetivo de progressão e que não depende de avaliações subjetivas feitas por gerentes que favorecem a uns e prejudicam a outros.

O Sindiquímica também tem manifestado sua preocupação em relação à gestão da Bahiagás cujas normas e procedimentos vêm adoecendo os trabalhadores. No Grave nº 233 explicamos como as câmeras de segurança vêm sendo utilizadas pela gerência para vigiar e monitorar a rotina dos trabalhadores, no intuito de usar essas imagens para puni-los. Existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela empresa, proibindo esse tipo de comportamento. Existem relatos também de advertências e medidas disciplinares descabidas, assim como sindicâncias e processos administrativos, sem qualquer sentido. Por isso, o Sindiquímica vai encaminhar denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Bahiagás pelo uso indevido dessas câmeras.

Durante esta semana, o sindicato volta a fazer assembleias para traçar as estratégias de luta para pressionar a Bahiagás a resolver o impasse e avançar. A próxima rodada de negociação acontecerá na sexta-feira 04/05.

PLR – Como viemos advertindo, o ataque aos direitos dos trabalhadores também acontece em relação à PLR. A Bahiagás propõe o fim do piso previsto no Acordo do ano passado com o objetivo de favorecer gestores e diretores que já se beneficiam com o repasse da maior parte do montante distribuído pela PLR. O sindicato critica essa alteração de critérios na redução de valores individuais de cada trabalhador, mas em momento algum, a Bahiagás se predispõe a aumentar o percentual a ser distribuído, o que seria um caminho para tornar a PLR mais justa.

Veja ata da negociação

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