Aumentam casos de violência contra as mulheres e meninas

Aumentam casos de violência contra as mulheres e meninas

O caso da menina de 10 anos, que foi estuprada e morta, na quinta-feira (17/05), na cidade de Camaçari chocou a população.  Um adolescente de 17 anos está sendo acusado como autor do crime. No dia 08/05, Clara Emanuele Santos Vieira, 20 anos, denunciou ter sido espancada e torturada pelo ex-marido Filipe Pedreira, na cidade de Santo Antônio de Jesus, a 187 km de Salvador. Filipe é filho do prefeito de Salinas das Margaridas, Wilson Ribeiro Pedreira. Há pouco tempo, a estudante de direito Michella Marys Pereira denunciou o companheiro, um famoso advogado trabalhista defensor dos Direitos Humanos, por agressão física, espancamento e ameaça de morte. Pesam contra ele também denúncias de assédio sexual. O caso está no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em Brasília. No mês da mulher, em março, a ativista dos direitos humanos e vereadora do PSOL, Marielle Franco foi executada sumariamente, no Rio de Janeiro. Esses casos mostram o aumento dos casos de violência contra as mulheres nas grandes capitais e no interior, apesar das campanhas de denúncias e da implantação da Lei Maria da Penha. A violência de gênero acontece no mundo inteiro e atinge mulheres de todas as idades, graus de instrução, classes sociais, raças, etnias e orientação sexual.

Na Bahia, somente no primeiro semestre de 2017, foram registrados mais de 23 mil casos de violência contra mulheres e os relatos de casos de violência doméstica são quase incontáveis - em Salvador, há um caso a cada 56 minutos. Feminicídio, exploração sexual, estupro, tortura, ameaça, lesão corporal, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguições são tipos de violências enfrentadas pelas mulheres, tendo como base comum as desigualdades de gênero que predominam em nossa sociedade. No mundo do trabalho, os assédios moral e sexual também atingem muitas trabalhadoras. O importante nesses casos é denunciar o agressor. Especialistas destacam que é preciso reconhecer as diferentes formas de violência, dimensionar este grave problema social e, assim, avançar em concepções e práticas que revertam o quadro discriminatório que autoriza e perpetua agressões reiteradas contra mulheres e meninas. Precisamos ajudar as vítimas de violência, denunciando e quebrando a cultura do silêncio e da impunidade que costuma cercar esses crimes. Entendemos que o combate à violência contra a mulher deve ser parte de uma luta diária. E esta luta precisa ser travada, em primeiro lugar, no intimo de cada um através da mudança de comportamento. É tudo uma questão de gênero e igualdade.

Saiba mais no link http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/violencia/

Denuncie: Ligue 180 para denunciar

Veja onde encontrar ajuda em Salvador:

CRLV (Centro de Referência Loreta Valadares) – Promove atenção à mulher em situação de violenta, com atendimento jurídico, psicológico e social. Endereço: Praça Almirante Coelho Neto, nº1 – Barris, em frente à Delegacia do Idoso. Telefone: 3235-4268.

Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) – Em Salvador, são duas: uma em Brotas, outra em Periperi. Deam Brotas – Rua Padre José Filgueiras, s/n – Engenho Velho de Brotas. Telefone: 3116-7000. Deam Periperi – Rua Doutor José de Almeida, Praça do Sol, s/n – Periperi. Telefone: 3117-8217.

Gedem (Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia) – Atua na proteção e na defesa dos direitos das mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero. Endereço: Avenida Joana Angélica, nº 1312, sala 309 – Nazaré. Telefone: 3103-6407/6406/6424.

Nudem (Núcleo Especializado na Defesa das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Defensoria Pública do Estado) – Atendimento especializado para orientação jurídica, interposição e acompanhamento de medidas de proteção à mulher. Endereço: Rua Pedro Lessa, nº123 – Canela. Telefone: 3117-6935.

1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar – Unidade judiciária especializada no julgamento dos processos envolvendo situações de violência doméstica e familiar contra a mulher, de acordo com a Lei Maria da Penha. Endereço: Rua Conselheiro Spínola, nº 77 – Barris. Telefone: 3328-1195/3329-5038.

A luta pela igualdade de gênero na categoria

Para combater a perseguição e o assédio contra as trabalhadoras nas fábricas, o Sindiquímica criou a Secretaria da Mulher Trabalhadora, em 2002, cuja atuação vem se destacando na luta por avanços e melhorias. A atuação da Secretaria tem servido de exemplo no movimento sindical nacional. Há muito tempo, nas campanhas reivindicatórias, vem incluindo pautas específicas abordando a questão de gênero com importantes conquistas como a ampliação da licença maternidade para seis meses mesmo antes da Lei 11.770/08 ser sancionada pelo ex-presidente Lula. Veja as nossas conquistas:

- Auxílio por filho com deficiência – As empresas são obrigadas a reembolsar um valor mensal para cobrir as despesas com atendimento especializado e educação inclusiva.

- Auxílio Creche - As empresas são obrigadas a reembolsar 100% (cem por cento) das mensalidades da creche por filho ou filha até o sexto mês de idade. A partir do sétimo mês e até o 48º o reembolso é definido na mesa de negociação.

- Adoção – A trabalhadora adotante tem direito de afastamento correspondente ao número de dias que faltarem para a criança completar noventa dias de idade, a contar do momento da assinatura do termo judicial de guarda e responsabilidade.

- Gestante - As empresas garantem estabilidade temporária à empregada gestante até 90 (noventa) dias após o retorno ao serviço da licença-maternidade.

- Uniformes para Gestantes – As empresas são obrigadas a ter fardas adequadas para as empregadas gestantes.

- Ampliação da Licença Maternidade - As empresas prorrogarão por até 60 (sessenta) dias a duração da licença maternidade prevista no inciso XVIII, do caput do art. 7º da Constituição Federal, perfazendo em total de 180 (cento e oitenta dias) de licença desde que observadas pela empregada as exigências estabelecidas no art. 4º da Lei 11.770/8.

- Ampliação da Licença Paternidade - De cinco dias para o pai a contar da data do nascimento do filho, sem contar as folgas nem feriados.

- Lei Maria da Penha - As empresas se comprometem a divulgar internamente campanhas e informativos sobre a Lei no. 11.340/06, visando conscientizar a categoria em práticas de violência contra a mulher

 

 

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