O lucro acima da segurança dos trabalhadores

O lucro acima da segurança dos trabalhadores

O Sindiquímica há muito tempo procura a Braskem para discutir a falta de segurança nas dependências da empresa e os riscos de acidentes que convivem diariamente os trabalhadores. Infelizmente, as discussões não se aprofundam porque a empresa quer impor sua posição de forma unilateral. Com a possibilidade de abrir a discussão sobre segurança ao tratar o Acordo de extraturno, o sindicato vem realizando assembleias nos turnos.

Foi fixado em 25 minutos o tempo médio necessário para o procedimento de passagem de serviço nos turnos operacionais de revezamento em condições mais seguras. Nesse intervalo de tempo é considerado: o tempo de deslocamento dos trabalhadores entre a entrada/saída e o local de trabalho, a utilização/retirada dos EPI´s, confecção de relatórios, informações operacionais e de segurança, dentre outros procedimentos fundamentais para a tomada de decisão e controle operacional do processo. A Braskem, que visa exclusivamente o lucro em detrimento da segurança, vem pressionando os trabalhadores que estão realizando a passagem de turno sem segurança, colocando em risco suas vidas. Em outros casos, os companheiros, para não perder o transporte, são obrigados a retornar às suas residências com os uniformes contaminados e sujos. Nas assembleias, temos ouvido relatos absurdos sobre o comportamento da empresa para driblar o Acordo. Essas denúncias serão encaminhadas na reunião, na sexta-feira (09), com a Braskem. Queremos discutir as questões de segurança e o futuro do extraturno. Para nos assessorar, o sindicato contratou um engenheiro de segurança que está estudando a situação e deverá apontar as falhas no processo. Se nada for feito, a economia de palitos da Braskem pode custar caro aos trabalhadores. O sindicato está preocupado com a segurança, enquanto a Braskem visa o lucro.

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