Segurança: Braskem/Odebrecht está irredutível e não discute segurança com o sindicato

Segurança: Braskem/Odebrecht está irredutível e não discute segurança com o sindicato

A segurança dos trabalhadores continua não sendo prioridade para a Braskem e demais empresas petroquímicas. De acordo com os registros do Sindiquímica, nos últimos 20 anos, 43 companheiros perderam a vida vítimas de acidentes de trabalho, desses 13 eram terceirizados. Outros tantos ficaram marcados para a vida toda. É grande a resistência das empresas em reconhecer acidentes e doenças de trabalho, na busca por certificações de segurança.  Investem muito mais no marketing que efetivamente em segurança.

Ano passado, o Sindiquímica quis discutir a falta de segurança com a Braskem na passagem de turno. São inúmeras as denúncias encaminhadas pelos trabalhadores sobre as mudanças implementadas pela empresa depois da assinatura do acordo que pioraram em muito as condições de trabalho. A instalação do vestiário dentro da área industrial foi a pior solução achada por uma empresa que se diz de classe mundial. Outra aberração é passar o turno, utilizando o telefone particular. O sindicato contratou um técnico em segurança que elaborou um documento encaminhado à empresa com perguntas sobre a gestão, baseado nas denúncias dos próprios trabalhadores e que a empresa nunca respondeu nos canais internos. Este ano, na sexta-feira (14), novamente sentamos com a Braskem para discutir o assunto.  Levamos para essa reunião, o resultado das assembleias realizadas em todos os grupos e as reivindicações dos trabalhadores. A reunião foi decepcionante e constatamos que a Braskem, inclusive, está mudando as regras internas de segurança de acesso à área industrial para atingir os seus objetivos econômicos, do lucro acima das vidas.  Os turneiros serão obrigados a passar o turno em condições ainda mais arriscadas que as atuais. Cobramos resposta da empresa aos nossos questionamentos, mas continua irredutível e se recusa a tratar o assunto com o sindicato.  A Braskem/Odebrecht procura por resultados e ignora como atingi-los. E quem ousa denunciar a empresa é demitido Os procedimentos utilizados pela empresa colocam em risco a vida dos trabalhadores e agora quer o aval do sindicato para isso. Não vamos aceitar imposições da empresa, o nosso dever é lutar para ter condições seguras de trabalho e não o contrário. No decorrer desta semana novas assembleias serão realizadas para discutir com os turneiros as estratégias de luta. A Braskem/Odebrecht criou uma cultura de imposição através de sua história em negociações, é preciso dar um basta na prepotência em quem ainda se acha acima de tudo e de todos.

 

 

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