Sindiquímica encaminha a Braskem resultados de exames médicos de trabalhadores da UCS

Sindiquímica encaminha a Braskem resultados de exames médicos de trabalhadores da UCS

Trabalhadores da ativa, aposentados e demitidos da Braskem Cloro e Soda (UCS) participaram na sede do sindicato, em Salvador, no dia 07/08, de uma reunião com dirigentes do Sindiquímica. Na ocasião, foram apresentados os resultados da reunião com a Braskem, no dia 27/07, que discutiu: utilização do mercúrio no processo industrial; a situação da planta, em Camaçari; implementação da Convenção de Minamata; liberação do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) adequado e os casos de trabalhadores que apresentaram, em exames laboratoriais, resultados positivos com índices acima do tolerado para o mercúrio. Especialistas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estão investigando as consequências para a saúde dos ex-empregados da UCS que foram expostos ao produto. O sindicato, que há muito tempo vinha tentando discutir o assunto com a Braskem, está preocupado com a situação dos trabalhadores e o fechamento da unidade. A empresa decidiu operar a UCS até 2020, pressionada pela Convenção de Minamata, da qual o Brasil é signatário, que determinou o uso do mercúrio até 2025. Em caso de fechamento da UCS, outras fábricas também deverão  de produzir, a exemplo, da Monsanto, Oxiteno e Carbonor por falta de matéria-prima.

Nessa reunião ficou acertado também que o sindicato vai entregar a Braskem o resultado dos exames laboratoriais de alguns ex-trabalhadores. Nos casos mais graves, se for confirmada a contaminação pelo produto, vamos cobrar da empresa tratamento especializado. Além disso, já cobramos a adequação dos PPPs para garantir a aposentadoria especial dos que ainda não conseguiram se aposentar. Foi cobrado também o controle do inventário de mercúrio na planta industrial, pois existe suspeita de contaminação ambiental. A nossa assessoria jurídica está acompanhando os desdobramentos da reunião com a Braskem.

Minamata - A Convenção de Minamata regula o uso e as emissões de mercúrio e é batizada com o nome da cidade japonesa que sofreu o pior desastre ambiental  provocado por este metal altamente tóxico.  A partir de 1930, a fábrica de produtos químicos Chisso começou a jogar na Baía de Minamata toneladas de mercúrio. 20 anos depois começaram a surgir os primeiros sintomas de envenenamento em seres vivos. Em 1956, foi registrado o primeiro caso de contaminação humana - uma criança com danos cerebrais. Muitos casos foram observados depois desta data e a moléstia ficou conhecida como Mal de Minamata. Calcula-se que morreram cerca de 887 pessoas.. A Chisso foi condenada a pagar o equivalente a US$ 600 milhões às 138 pessoas que moviam o processo. No dia 20 de março de 1973, pela primeira vez na história, uma empresa era oficialmente responsabilizada por um desastre ambiental.

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